No alto de um morro em Ouro Preto (MG), entre casarões tombados e ruas de pedra, existe uma casa de dois andares que parece suspensa no tempo. Já trocou de dono dezenas de vezes, mas ninguém morou nela por mais de um mês. Dizem que a mobília ainda está intacta desde os anos 1950. Uma geladeira antiga. Um rádio que ainda liga. E uma máquina de escrever com um papel em branco preso na rolagem.
O anúncio de venda permanece fixado, ano após ano, como um quadro desbotado no portão. Os corretores mudam. Os interessados desistem. Uma das vizinhas dona Tereza, 81 anos diz que a casa tem vida própria: ela não deixa ninguém ficar. Já tentou?, pergunta, com os olhos baixos.
Seria apenas superstição? Ou o lugar guarda uma história que ninguém teve coragem de contar inteira?
Você compraria uma casa que ninguém consegue chamar de lar?
Conte nos comentários: já viu algum lugar assim na sua cidade?
